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CBBU e os desafios das Bibliotecas Universitárias Brasileiras

por CBBU FEBAB
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CBBU e os desafios das Bibliotecas Universitárias Brasileiras

Entre a realização do IV e do V Seminários de Bibliotecas Universitárias, a FEBAB realizou uma pesquisa junto aos bibliotecários das bibliotecas universitárias, e a maioria dos respondentes se manifestou favorável à criação de uma Comissão de Bibliotecas Universitárias. O resultado dessa pesquisa foi apresentado por Dinah Población, em 15 de janeiro de 1987, durante a realização do V Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, em Porto Alegre, quando a pedido da FEBAB foi realizado um encontro de bibliotecários que atuavam em bibliotecas universitárias. Nasceu ali, neste dia a Comissão Brasileira de Bibliotecas universitárias- CBBU, cuja primeira presidente foi a própria Dinah Población, e que de acordo com o Estatuto da Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) é um órgão assessor de sua Diretoria Executiva e tem como finalidade promover o desenvolvimento das bibliotecas universitárias brasileiras.

Profa. Dinah Población

Há 34 anos a CBBU vem atuando no incentivo da cooperação, do compartilhamento de serviços e produtos, a realização de projetos e pesquisas, a elaboração e editoração de documentos técnico-científicos, a organização de eventos, visando à consolidação da educação continuada e à representação das Bibliotecas Universitárias junto a órgãos governamentais e a comunidade científica brasileira.

Atualmente disponibiliza uma lista de discussão que se constitui num ambiente de muita troca de experiências, melhores práticas e ajuda mútua diante de diferentes desafios das Bibliotecas Universitárias, uma verdadeira comunidade de aprendizagem.

A partir da observação de muitos pedidos de conteúdos como artigos de periódicos e capítulos de livros na lista de discussão, foi criada uma outra lista, denominada COOPERA, com o objetivo de promover a integração e a cooperação entre as bibliotecas das instituições que fazem parte da CBBU, a fim de que a comunidade acadêmica e científica brasileira otimize os recursos, utilize os mecanismos de conectividade para a transferência do conhecimento e tenha acesso a serviços bibliotecários de qualidade.

Em 2019 ocorreu o lançamento do programa MoBib com o objetivo, de proporcionar a oportunidade de mobilidade dos bibliotecários e profissionais de outras áreas, que atuam nas bibliotecas universitárias. O programa consiste em uma imersão de 3 a 5 dias projetados para aqueles que atuam nas bibliotecas univesitárias visando desenvolver profissionais que reflitam criticamente e promovem mudanças em suas práticas, projetos ou objetivos pessoais e profissionais, mediante a troca de experiências e melhores práticas, fomentando a colaboração e o compartilhamento do conhecimento nas Bibliotecas.
(http://www.febab.org.br/cbbu/programa-de-imersao/)

Durante a realização do CBBD 2019, foi promovido o I Fórum de Bibliotecas Universitárias como tema “Comunicação Científica no contexto da Ciência Aberta”, abordando o Plágio no contexto da integridade científica, Performance de pesquisa brasileira: análise dos dados do recém finalizado relatório “A Research Landscape Assessment of Brazil”, Revistas científicas das Universidades e o Desenvolvimento da Ciência Aberta na América Latina e apresentação de trabalhos.

No ano de 2020 foi retomada a Revista Informação & Universidade- RevIU (http://reviu.febab.org.br), um espaço para apresentar e discutir os temas que permeiam e impactam as Bibliotecas Universitárias, a informação, as questões sociais, políticas, econômicas e tecnológicas que impactam no atendimento de sua missão.

O fechamento das bibliotecas no ano em que todo o mundo foi atingido pela pandemia do Covid-19 trouxe para a CBBU outras frentes de atuação. De início, atenta às preocupações das bibliotecas disponibilizou as “Recomendações da Comissão Brasileira de Bibliotecas – CBBU” para elaboração de planejamento de reabertura das bibliotecas universitárias sugerindo alguns procedimentos a serem observados pelos gestores e equipes de profissionais das BUs no planejamento de retomada de suas atividades presenciais.

Concomitantemente, a CBBU passa a integrar um Grupo de Trabalho que envolve o Ministério da Educação, o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Planejamento e Administração-FORPLAD, da ANDIFES e a Rede Nacional de Pesquisa –RNP, com o intuito de construir um projeto que possibilite o acesso à e-books para as universidades publicas federais, realizando mapeamento junto a todas as IFES, para identificar o cenário atual dos acervos digitais assinados e adquiridos pelas universidades e os acervos mais emprestados nas bibliotecas para subsidiar este projeto.

Foi criada também, em 2020, a Série “Lives da CBBU”, que veio para ficar e nas quais foram debatidos muitos temas que impactam as bibliotecas, trazendo contribuições para enfrentamento dos desafios e demandas das bibliotecas universitárias e levando a educação continuada a seus profissionais.

São todas atuações muito relevantes para o cumprimento da missão da CBBU, mas existem ainda desafios para fortalecer ainda mais o sentido do trabalho colaborativo e institucionalizado do movimento associativo brasileiro. Admiramos a IFLA, nossa federação internacional e a ALA, associação americana, pelo amplo espectro de sua ação e engajamento dos bibliotecários e o que oferecem à comunidade americana e global.
Os profissionais brasileiros precisam se engajar mais, pois com muitos se fará mais e melhor, e poderemos sim, ter uma Federação que cada vez mais reflita nossos desejos e nossas realizações enquanto categoria e enquanto bibliotecas.

Precisamos verdadeiramente institucionalizar nosso SNBU, e não apenas colocar s logos e marcas nos seus materiais de divulgação. Esse é o espaço que a CBBU precisa abarcar, de forma que sob a tutela de uma entidade de classe e parceria com as bibliotecas universitárias continue a ser o evento que permite trazer qualificação aos profissionais, com a garantia da expertise e gestão qualificada oportunizando garantir também a sustentabilidade da Comissão, de forma que possa atuar mais forte, abrir mais frentes de atuação e estar cada vez mais presente.

Falta ainda à Comissão mais antiga da FEBAB, e a que representa o elo mais forte da rede, o alinhamento de suas ações aos temas que a Federação tem como foco principal, precisamos trazer para o âmbito das bibliotecas universitárias, as pautas hoje focadas em duas vertentes, o Advocacy e a Agenda 2030, ampliando no seio das bibliotecas universitárias o debate sobre o Desenvolvimento Sustentável e uma estratégia de Advocacy, identificando o que individualmente ou em cooperação podem realizar para estarem inseridas na luta por essas bandeiras, que são dos profissionais, das Bibliotecas, da CBBU, da FEBAB e são da IFLA em nível global.

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